Como funciona o sistema de saúde alemão
Quase todos têm seguro de saúde e o atendimento médico é de alta qualidade. No entanto, o aumento dos custos está pressionando o sistema a passar por reformas.
Como o sistema de saúde alemão é organizado?
O seguro de saúde é obrigatório na Alemanha. Quase 90 por cento da população são membros do seguro de saúde obrigatório (GKV), cerca de dez por cento são segurados privadamente. Os segurados podem escolher livremente médicos e hospitais com ampla liberdade. Embora o estado estabeleça o marco legal, os planos de saúde, as associações, os médicos e as clínicas organizam por conta própria muitas estruturas e processos.
Como o sistema é financiado?
O GKV segue o princípio da solidariedade: As contribuições baseiam-se na renda, não na idade ou no risco de doença. Empregados e empregadores dividem a contribuição geral de atualmente 14,6 por cento, bem como a contribuição adicional da respectiva caixa de previdência. Somam-se a isso recursos fiscais. Adicionalmente, existe um seguro de assistência obrigatório. Ele cobre parte dos custos em caso de necessidade de cuidados e também é financiado predominantemente por meio de contribuições. Em 2025, as despesas com saúde totalizaram, segundo estimativa preliminar, cerca de 580 bilhões de euros – aproximadamente 13 por cento do produto interno bruto.
Em 2024, havia mais de 1800 hospitais com cerca de 473.000 leitos e 17,5 milhões de casos de tratamento hospitalar. Para cada 1000 habitantes, há 4,7 médicos praticantes e 12,2 profissionais de enfermagem – em ambos os casos, mais do que a média da OCDE.
Por que o sistema de saúde alemão é considerado um dos melhores do mundo?
Quase toda a população tem cobertura médica, e o pessoal médico é extremamente qualificado. A Alemanha dispõe, além disso, de renomadas instituições de pesquisa médica e de um forte setor farmacêutico e de tecnologia médica.
Que reformas estão pendentes?
O sistema é eficiente, mas caro. Ao mesmo tempo, a população está envelhecendo, o que aumenta a necessidade de tratamento e cuidados, enquanto menos pessoas em idade ativa pagam contribuições. Por isso, as reformas visam tornar o atendimento mais eficiente. A reforma hospitalar concentra mais os tratamentos complexos em clínicas especializadas e vincula os serviços a requisitos de qualidade; um fundo de transformação de até 50 bilhões de euros apoia a reestruturação até 2035. Além disso, o governo federal planeja um controle maior por meio de médicos de família e avaliações iniciais digitais. O atendimento de emergência também deve ser reorganizado e melhor integrado, a fim de evitar atendimentos incorretos e duplicados dispendiosos.