“Ganhar a confiança da população”

Temperaturas de até 50 graus e perigo latente: Sandra Muth esteve durante três meses no Mali com as Forças Armadas alemãs, em missão da ONU.

Bundeswehreinsatz in Mali
dpa

“Eu estive no Mali de março até julho de 2019 como subcomandante de companhia e fiquei com a impressão de que nós pudemos ganhar a confiança da população. A tarefa da minha unidade, no âmbito da missão de estabilização MINUSMA, é aumentar a segurança do nosso acampamento em Gao no Mali, através da nossa presença. Ao mesmo tempo, nós também contribuímos, juntamente com as outras tropas da ONU, para melhorar a segurança da população. Fora do acampamento, conversamos muito com as pessoas e ganhamos assim a sua confiança. Nós fazemos patrulhamento na região de Gao.

Capitã Sandra Muth em Gao.
Capitã Sandra Muth em Gao. Bundeswehr

Muito importante em tudo isso é permanecer imprevisível. Por isso, no acampamento das Forças Armadas alemãs no Norte do Mali não há nenhum dia igual ao outro. Após um patrulhamento a pé, nós retornamos para Gao e lá, descemos do veículo. Alguns de nós patrulham a pé pela cidade – frequentemente com temperaturas de mais de 50 graus centígrados. Com todo o equipamento, isso é um grande esforço físico; meus camaradas e eu ficamos contentes em ver que estávamos bem treinados para isso.

Nós conversamos muito com as pessoas e ganhamos assim a sua confiança

Capitã Sandra Muth

No início, as pessoas ainda estavam muito reservadas. Mas pouco a pouco, elas vieram cada vez mais até nós, espontaneamente, para falar conosco por exemplo quando faltava material nas escolas. Dessa maneira, pudemos obter uma boa avaliação do ânimo da população. As pessoas nos deram a entender que, através de nós, se sentiam mais seguras. As mulheres e as crianças pequenas acenavam quando nós chegávamos, nos davam a mão e caminhavam junto conosco por um trecho da cidade. Elas estavam muito agradecidas. Durante minha estada no Mali, a situação nunca foi arriscada.

Em tais missões das Forças Armadas alemãs no exterior, eu noto que nós fazemos um trabalho sensato nesses países. Por isso, não precisei pensar muito, se iria ou não para Mali. Quando ficou claro que a nossa companhia estava prevista para a missão no Mali durante meio ano, eu logo me alistei entre os voluntários.

Nós, soldadas e soldados, somos como um grande família, a gente quer participar também exatamente quando se trata de missão no exterior. Para meus pais e meus irmãos inicialmente, isso não foi agradável, naturalmente. Mas eu creio que é assim em todas as famílias, quando um dos seus vai para o exterior por um determinado tempo. Através do serviço gratuito de comunicação das Forças Armadas, há no acampamento a possibilidade de falar com a família por telefone ou de um ‘chat’ com os familiares pela internet. Naturalmente, há também o tradicional correio militar, com o qual as cartas e os pacotes tardam cerca de uma semana. Pode-se até mesmo encomendar alguns petiscos de casa. E quando os pacotes chegam ao acampamento, então é um pouco como se fosse Natal”.

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