Admirável novo mundo do trabalho

Sair de estruturas rígidas e hierarquias. Três exemplos de “New Work” em empresas alemãs.

 “New Work” exige flexibilidade e inovação
“New Work” exige flexibilidade e inovação Getty Images/iStockphoto

O mundo do trabalho está se transformando rapidamente. O que significa “Trabalho 4.0” para o conhecimento e a qualificação, para a gestão e a cooperação e para o horário e o lugar de trabalho? Algumas empresas alemãs estão testando o “New Work” (novo trabalho) na teoria e na prática. Três exemplos:

Mentoria reversa no Grupo BMW

Este fabricante de automóveis vira as hierarquias de cabeça para baixo. E ambos os lados aprendem reciprocamente: aprendizes dão lições a executivos. Jovens nativos digitais dão dicas a experientes engenheiros e gerentes de como usar dispositivos portáteis e mídia social no ambiente de trabalho. Ou um aprendiz explica como a tecnologia digital inteligente funciona nos carros da empresa. “Isso motiva muito os aprendizes”, diz Konstanze Carreras-Solé, gerente de  formação profissional no Grupo BMW.

Trabalho flexível no Banco de Crédito Alemão

O trabalho e a vida familiar podem entrar em perfeita harmonia? Nisto é que os empregadores podem mostrar o que eles têm de fazer para vincular os funcionários à empresa, garantindo assim a capacidade de concorrência. Sendo apoiado pelo Instituto Fraunhofer de Ciência de Trabalho e Organização, o Banco de Crédito Alemão está testando para todos os seus funcionários a flexibilidade de horário e lugar  de trabalho. Para tanto, os grupos de projeto desenvolvem soluções para a comunicação, a disponibilidade, as condições tecnológicas e a justa distribuição de tarefas. Ao mesmo tempo, os chefes aprendem a “dirigir à distância”. Trata-se de harmonizar as necessidades dos funcionários com as da empresa e as dos clientes.

O colega robô na mão de obra

A média empresa de marcenaria Eigenstetter comprou um robô e digitalizou os processos de trabalho. Isso alivia o pesado trabalho manual dos trabalhadores, mas exige deles novas competências tecnológicas, o que deixa alguns colegas confusos. Anja Cordes, do Instituto de Pesquisa da Mão de Obra (itb),  explica essa mudança: “Na introdução dessa nova tecnologia, os trabalhadores agiram como peritos de igual para igual”. Desta maneira, o robô é considerado um ajudante e não um concorrente.

Mais informações sobre “New Work” na Alemanha

No website www.arbeitenviernull.de, o Ministério Federal do Trabalho reúne informações e exemplos práticos de “New Work”, entrando em diálogo com empresas, com a pesquisa e a sociedade.

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