De Nova York a Finsterwalde

Como uma jovem conseguiu inspirar pessoas a regressarem à terra natal no leste da Alemanha.

A retornada: Stephanie Auras-Lehmann
A retornada: Stephanie Auras-Lehmann Marco Lehmann

Stephanie Auras-Lehmann voltou para casa. "Para onde estão as minhas raízes, onde cresci, onde todos se conhecem, onde eu comia sorvetes quando criança." E ela escreveu um romance sobre isso: "Heeme. História de uma retornada".

Ela cresceu em Finsterwalde, uma pequena cidade entre Berlim e Dresden, onde aprendeu uma profissão - ao contrário dos colegas de classe, que saíram logo após concluir o ensino médio - mas logo ela também foi dominada pela vontade de conhecer lugares distantes. A agente de viagens chegou até Nova York e poderia até ter ficado por lá, porque foi bem sucedida. Mas o amor a atraiu de volta.

Às vezes, a saudade tem razões bem práticas

Em 2012, Auras-Lehmann fundou a iniciativa de retornados Comeback Elbe-Elster – para pessoas que, como ela, pretendiam voltar a se sentir em casa na terra natal. Na região de Elbe-Elster, no leste da Alemanha, é onde Auras-Lehmann está em casa. No início, só quatro pessoas por ano faziam contato, agora, são 10 a 15 por mês. Aparentemente, ela atendeu a uma necessidade atual. "Algumas pessoas que deixaram a terra natal agora querem começar uma família e precisam de uma boa rede social para criar seus filhos. Alguns herdam uma propriedade ou comparam os aluguéis de Berlim e daqui. E outros estão simplesmente à procura de um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal", diz Auras-Lehmann. Isso também modifica a vida no campo: "Agora já estão sendo planejados aqui restaurantes veganos e lojas sem embalagem, que normalmente você só encontra na cidade grande."

O anseio por viver no campo

Quando ela mesma regressou à terra natal no leste alemão, restavam lá quase só "os pobres, os velhos e os que os administravam". Isso mudou. Das 500 pessoas que procuraram aconselhamento com ela e seu pessoal, um bom terço realmente regressou. Entre elas, estão também pessoas que não vêm da região, mas que simplesmente preferem a vida rural à da cidade grande.

Auras-Lehmann já está planejando o próximo livro: sobre novos imigrados, os fugitivos da cidade, aqueles que agora são novos no estado de Brandemburgo e no leste, perto da fronteira com a Polônia.

 

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